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Por Lásaro do Carmo Jr, Paulo Vitor Porto, Raduán Melo e Lilian Carmo
Sócios da Capital Upgrade
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Edição 02 · A pauta da semana
Quantas decisões importantes você toma sem ter com quem discutir?
A Sala do Conselho coloca na sua mesa provocações, estratégias e experiências para decisões que não podem esperar. Para enxergar além da operação, antecipar riscos e decidir com mais clareza.
O que se discute no conselho das grandes empresas, traduzido para a mesa do dono. |
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A pauta do Conselho · Caixa e margem Edição 02
O caixa nunca é o problema
Sua empresa fatura mais. E você se pergunta: por que o dinheiro continua acabando?
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Paulo Vitor Porto
CEO do Grupo PWR Gestão e sócio da Capital Upgrade |
Você fecha o mês com faturamento crescente, olha para o extrato bancário e se pergunta: onde foi parar o dinheiro?
A resposta que costuma aparecer é: venda mais, não é? Mas e se essa for a resposta certa para a pergunta errada?
Quando o médico diz que a sua pressão está alta, ele não receita mais comida. Ele investiga por que a pressão subiu. A receita vem depois do diagnóstico, não antes. Mas no mundo dos negócios, todo mundo pula direto para a receita.
“O caixa não some. Ele vai para algum lugar.”
O dinheiro pode estar comprometido com prazos longos de recebimento, pagamentos antecipados a fornecedores, despesas que crescem junto com o faturamento, inadimplência e capital de giro consumido pela expansão.
Existe uma diferença fundamental que muitos empresários ainda ignoram: lucro não é caixa.
Uma empresa pode registrar R$ 100 mil de lucro no papel e, ao mesmo tempo, ter dificuldade para pagar as contas. Basta que os clientes paguem em 60 dias e os fornecedores cobrem em 30.
O resultado aparece na contabilidade. O dinheiro, porém, ainda não entrou.
E crescer sem entender essa dinâmica pode transformar a expansão em sufoco financeiro. Cada novo cliente pode exigir investimento em equipe, estoque e estrutura antes de gerar recebimento.
O primeiro passo não é vender mais. É descobrir onde o dinheiro está sendo consumido.
Comece por aqui
| 01 |
Calcule o seu prazo médio de recebimento. |
| 02 |
Mapeie as maiores saídas não planejadas. |
| 03 |
Compare o lucro registrado na DRE com o saldo disponível no banco. |
São três movimentos simples para começar a enxergar o que os números estão tentando mostrar.
Com a experiência de mais de 400 projetos de reestruturação financeira, eu reforço uma lição: empresa não precisa só faturar mais. Precisa de estrutura para transformar faturamento em caixa.
Crescer sem controle financeiro pode ser apenas aumentar o tamanho do problema.
Paulo Vitor Porto |
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Que tal falar direto com o Paulo Vitor sobre a gestão de caixa da sua empresa?
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Na imprensa · Escala 6x1
O seu caixa está preparado para o fim da escala 6x1?
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Lásaro do Carmo Jr
Sócio da Capital Upgrade, em entrevista à EXAME |
A redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode representar pelo menos 10% a mais na folha de pagamento das operações afetadas.
Mas a minha preocupação vai além do custo com pessoal: quanto custa deixar de vender?
Em muitos negócios, é melhor contratar mais funcionários do que reduzir o horário de funcionamento.
O empresário precisa rever despesas, renegociar com fornecedores, reorganizar escalas e melhorar o ciclo de caixa. E não pode esperar a mudança chegar para começar a fazer as contas.
Como alerta Paulo Vitor Porto, o caixa nunca é um problema isolado: é a gestão que determina a capacidade de reação. Antecipar cenários, rever despesas e negociar com fornecedores será decisivo.
Entrevista concedida à revista EXAME em 16/10/2026. |
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Radar · últimos 7 dias
O que mexeu com o seu negócio na última semana
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205.430 ▼
Ibovespa caiu 1,74% na semana. Ainda acumula cerca de 10,2% de alta sobre o fechamento de setembro.
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R$ 5,07 ▲
Dólar subiu 1,75% na semana e devolveu parte da queda que veio depois do 1º turno.
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+10% ▲
É quanto a hora trabalhada fica mais cara com o fim da escala 6x1, promulgado em 16/10.
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3,7% ▲
Inflação dos EUA em 12 meses até setembro, puxada pela gasolina.
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Ibovespa recuou 1,74% e fechou a 205.430 pontos.
Apesar da correção, a bolsa ainda acumula alta de aproximadamente 10,2% sobre o fechamento de setembro.
O que o Conselho sugere: preserve liquidez e evite decisões de investimento baseadas em movimentos pontuais. Avalie oportunidades por fundamentos, retorno e risco.
Dólar voltou para R$ 5,07.
O dólar fechou a sexta (16/10) a R$ 5,07, depois de ter recuado abaixo de R$ 5,00 com as expectativas eleitorais.
O que o Conselho sugere: quem importa pode avaliar as compras do primeiro trimestre em níveis de câmbio mais favoráveis. Quem exporta deve rever margem e preço em reais antes de fechar novos contratos.
Escala 6x1: pressão sobre custos.
A redução da jornada de 44 para 40 horas pode elevar os custos operacionais, principalmente no varejo, em restaurantes e em negócios de margem apertada. Lásaro do Carmo Jr estima um impacto de pelo menos 10% na folha das operações afetadas.
O que o Conselho sugere: dimensione a equipe, calcule o impacto na folha, revise despesas e renegocie com fornecedores. O objetivo é preservar margem sem sacrificar faturamento.
Inflação americana chegou a 3,7%.
A inflação dos Estados Unidos atingiu 3,7% no acumulado de 12 meses até setembro e pressiona as expectativas de juros por lá, com efeito sobre o dólar e o custo de capital.
O que o Conselho sugere: monitore a exposição cambial, os contratos atrelados ao dólar e os cenários de juros na projeção de custos, investimentos e caixa.
Na mira do radar
Crédito: governo pode comprar dívidas de empresas.
A proposta apresentada no debate presidencial da Band prevê a compra de dívidas empresariais junto aos bancos, com descontos e carência de um ano. A promessa coloca o endividamento das empresas no centro da disputa eleitoral.
O que o Conselho sugere: não condicione o seu planejamento financeiro a uma promessa eleitoral. Mapeie passivos, renegocie contratos e avalie a sua capacidade de pagamento.
NA AGENDA 21 a 23/10 Obsessão em Negócios · 25/10 segundo turno · 27/10 próxima Sala do Conselho
Fontes: B3, CNN Brasil, Congresso Nacional, Bureau of Labor Statistics (EUA), Band. Dados de fechamento de 16/10/2026. |
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Quem comanda esta sala Edição 02
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Lásaro do Carmo Jr
Mais de 35 anos de carreira, 20 à frente de grandes operações como CEO. Ex-VP do Grupo Silvio Santos, conduziu a Jequiti de R$ 21 milhões a R$ 523 milhões. Atua em conselhos de administração. Formação executiva em Wharton e INSEAD. |
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Paulo Vitor Porto
CEO do Grupo PWR Gestão. Especialista em finanças, gestão de caixa e reestruturação empresarial. Transforma números em decisões e coloca a realidade financeira diante do empresário. |
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Raduán Melo
Estrategista em posicionamento e vendas. Mais de 2.000 empresas atendidas. Converte ambição de crescimento em estratégia comercial, posicionamento e execução. |
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Lilian Carmo
Mais de uma década de experiência em multinacionais farmacêuticas, com passagens por AstraZeneca, Sanofi-Aventis e Johnson & Johnson. Integrou o board da J&J e liderou equipes em âmbito nacional. |
Tem uma dúvida para algum dos sócios? Mande para a gente e diga para quem é. |
| Envie a sua dúvida aos sócios |
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Agenda do Conselho · Último encontro
Obsessão em Negócios · 21, 22 e 23 de outubro
Tema: Antifrágil, mais forte sob pressão.
Três dias para transformar pressão, incerteza e mudanças em decisões que fortalecem o negócio.
Lásaro do Carmo Jr, Raduán Melo e Paulo Vitor Porto recebem Érico Rocha, Cris Arcangeli, Elaine Pagani, Rafael Ferri, Fernando Boscolo, Lilian Carmo e Rodrigo Saraiva Marinho.
Nova sede da Capital Upgrade · Alphaville |
| Conheça o evento |
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O que chega toda semana Edição 02
O que move as decisões da semana
Uma pauta semanal, quatro blocos e informação que vira decisão: 01 Radar · 02 A pauta do Conselho · 03 Ferramenta da semana · 04 Nota do Editor. A ferramenta da semana começa na próxima edição.
Caixa e margem · Estratégia · Rituais de gestão · Comercial · Pessoas e sociedade · Governança e sucessão · Cenário econômico |
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Na próxima terça, 27/10 · Panorama dos quatro sócios
As eleições passaram. E agora?
O que o empresário deve esperar de 2027? O que mais preocupa quem toma decisões? E como preparar a empresa para o próximo ciclo?
Responda ainda hoje: qual é a sua maior preocupação para 2027? A sua pergunta pode chegar à mesa dos sócios na próxima edição. |
| Enviar a minha pergunta |
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Nota do Editor
Dois cenários, um mesmo caixa
Esta é a última Sala do Conselho antes da urna. Na próxima terça, já saberemos quem governa o país pelos próximos quatro anos.
Depois do 1º turno, estrangeiros aplicaram um recorde de R$ 10,06 bilhões na Bolsa num único dia, e o Goldman Sachs cortou a sua projeção para o dólar de R$ 5,20 para R$ 4,70. Mas aposta não é resultado: em 2014 e em 2022, movimentos fortes depois do primeiro turno se reverteram antes do segundo.
Se Lula for reeleito, parte desse otimismo pode ser devolvida, com dólar e juros subindo. A continuidade sustenta o consumo das classes C e D, mas a pressão fiscal segue diante de um Congresso mais à direita. Esta semana é a janela para alongar dívida e travar câmbio.
Se Flávio Bolsonaro vencer, o mercado espera real mais forte e juros menores. Mas ajuste fiscal significa corte de gastos, e o exportador perde margem com o dólar baixo. Esta semana é a hora de proteger o câmbio de exportação e, se você depende de contratos com o governo, diversificar clientes.
Na terça, 27/10, às 7h, a Sala chega com o que muda para a sua empresa nas primeiras 72 horas do novo cenário. Quem se preparou para os dois cenários só vai precisar escolher qual plano executar.
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| Conte para a gente o seu desafio |
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Sua opinião define os temas desta Sala Edição 02
De 0 a 10, quanto esta edição ajudou você a enxergar melhor o caixa da sua empresa?
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Queremos ouvir você. Um clique abre um formulário rápido com a sua nota já marcada. |
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Quem mais deveria estar nesta Sala?
Conhece um empresário que precisa enxergar além da operação? Encaminhe a edição 02 para ele. |
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